A Copa do Mundo foi a ideia de Jules Rimet e a oportunidade do Uruguai. Campeões olímpicos em 1924 e 1928, os uruguaios se ofereceram para sediar o primeiro torneio em 1930, no centenário da sua independência, construíram o Estádio Centenário para a ocasião e venceram a Argentina por 4 a 2 na final. Participaram apenas 13 seleções, quatro delas europeias após duas semanas de navio, mas o molde estava pronto: um torneio de nações, a cada quatro anos, com um troféu que o resto do século perseguiria.
1930–1938: os anos de fundação
A Itália venceu as duas edições seguintes: em casa em 1934 (2 a 1 sobre a Tchecoslováquia na prorrogação) e na França em 1938 (4 a 2 sobre a Hungria), com Vittorio Pozzo, até hoje o único técnico a levantar o troféu duas vezes. A guerra então parou o torneio por doze anos.
1950–1970: o Maracanazo, o Milagre de Berna e Pelé
A Copa de 1950 no Brasil terminou com a maior zebra da história do torneio: o Uruguai venceu o anfitrião por 2 a 1 na partida decisiva diante de cerca de 200 mil pessoas no Maracanã, o Maracanazo. Quatro anos depois, na Suíça, a Alemanha Ocidental virou um 0 a 2 para vencer a Hungria de Puskás por 3 a 2, o Milagre de Berna. Então veio a dinastia brasileira: um Pelé de 17 anos marcou dois gols na final de 1958 em Estocolmo (5 a 2 sobre a Suécia), Garrincha carregou o time no Chile em 1962 (3 a 1 sobre a Tchecoslováquia) e o Brasil de 1970 — Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Carlos Alberto — goleou a Itália por 4 a 1 na Cidade do México e ficou em definitivo com a Taça Jules Rimet. No meio, a Inglaterra ganhou seu único título em Wembley em 1966, 4 a 2 sobre a Alemanha Ocidental na prorrogação, com o hat-trick de Geoff Hurst.
1974–1990: o futebol total, Maradona e a máquina alemã
A Holanda de Johan Cruyff perdeu duas finais seguidas: 2 a 1 para a Alemanha Ocidental em Munique, em 1974, e 3 a 1 para a Argentina em Buenos Aires, em 1978, quando Mario Kempes deu ao anfitrião o primeiro título. Paolo Rossi levou a Itália à terceira estrela na Espanha em 1982 (3 a 1 sobre a Alemanha Ocidental). O México 1986 foi de Diego Maradona: a Mão de Deus e o Gol do Século contra a Inglaterra nas mesmas quartas de final, e depois o 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental na decisão. Os alemães tiveram a revanche em Roma, em 1990, 1 a 0 sobre a Argentina com pênalti de Andreas Brehme.
1994–2010: o penta do Brasil, França, Itália e Espanha
A Copa de 1994, nos Estados Unidos, teve a primeira final decidida nos pênaltis: o Brasil bateu a Itália após o 0 a 0 em Pasadena. A França venceu em casa em 1998 com dois gols de cabeça de Zinedine Zidane no 3 a 0 sobre o Brasil, e Ronaldo respondeu quatro anos depois em Yokohama com os dois gols do 2 a 0 sobre a Alemanha: o pentacampeonato, recorde. A Itália somou a quarta estrela em Berlim, em 2006, nos pênaltis contra a França após a expulsão de Zidane, e a geração do tiki-taka da Espanha ganhou sua primeira Copa em Joanesburgo, em 2010, com o gol de Andrés Iniesta na prorrogação contra a Holanda.
2014–2022: o 7 a 1 da Alemanha, a segunda da França e a coroação de Messi
A Copa de 2014 é lembrada pelo 7 a 1 da Alemanha sobre o anfitrião na semifinal; os alemães depois venceram a Argentina por 1 a 0 no Maracanã, com o gol de voleio de Mario Götze na prorrogação. A jovem França ganhou a Rússia 2018, 4 a 2 sobre a Croácia na final com mais gols desde 1966, com um Kylian Mbappé de 19 anos entre os goleadores. O Catar 2022 entregou a final que muitos consideram a melhor da história: Argentina 3 a 3 França, hat-trick de Mbappé contra dois gols de Messi, decidida por 4 a 2 nos pênaltis para dar a Lionel Messi o único troféu que faltava e à Argentina a terceira estrela.
2026: 48 seleções, três anfitriões e o segundo título da Espanha
A primeira Copa com 48 seleções, distribuída entre Estados Unidos, Canadá e México, acrescentou uma fase de 16-avos e chegou a 104 jogos. A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistou o segundo título, dezesseis anos depois do primeiro; a Inglaterra ficou em terceiro e Kylian Mbappé terminou como artilheiro com dez gols. Cada jogo, elenco, gol e recorde do torneio está arquivado no Mundialoop.
Títulos e recordes depois de 2026
- Títulos: Brasil 5 · Alemanha 4 · Itália 4 · Argentina 3 · França 2 · Uruguai 2 · Espanha 2 · Inglaterra 1
- Maior artilheiro da história: Kylian Mbappé, 22 gols (2018–2026); ele e Lionel Messi (21) superaram os 16 de Miroslav Klose, recorde que durava desde 2014
- Mais gols em uma única Copa: Just Fontaine, 13 pela França em 1958, ainda intacto
- Mais partidas disputadas: Lionel Messi, 34 jogos em seis Copas (2006–2026)
- Único técnico bicampeão: Vittorio Pozzo (Itália 1934 e 1938)
- Maior diferença em uma final: Brasil 5 a 2 Suécia (1958) e França 3 a 0 Brasil (1998) dividem a margem de três gols
O que vem por aí: a Copa do Mundo Feminina no Brasil em junho–julho de 2027 e depois a Copa do centenário em 2030, que abre em Montevidéu, onde tudo começou. Navegue por cada edição, cada final e cada artilheiro nas nossas páginas de história.