Este guia foi publicado em 8 de junho de 2026 como prévia do torneio, perguntando se a Argentina conseguiria defender o título. Foi reescrito em outubro de 2026 com o que de fato aconteceu.
A Argentina chegou à América do Norte como campeã do mundo, com a Copa América de 2024 conquistada depois do Catar. A pergunta era se conseguiria fazer o que só a Itália (1934 e 1938) e o Brasil (1958 e 1962) fizeram: ganhar duas Copas seguidas. Ficou a um gol: sete vitórias consecutivas e depois uma derrota por 1 a 0 para a Espanha na prorrogação da final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Grupo J: campanha perfeita
Três jogos, três vitórias, oito gols marcados e um sofrido. Lionel Messi abriu com um hat-trick contra a Argélia (3 a 0 em Kansas City), fez os dois gols contra a Áustria (2 a 0 em Arlington) e marcou o terceiro nos 3 a 1 sobre a Jordânia, depois de Giovani Lo Celso e de Lautaro Martínez, de pênalti. Seis gols em três jogos, na sua sexta Copa, encerraram o debate sobre quanto ele ainda tinha para dar.
Dos 16-avos às semifinais: vencer sem dominar
O mata-mata foi bem mais duro que o grupo. Em Miami, Cabo Verde — que tinha empatado por 0 a 0 com a Espanha na estreia — empatou duas vezes: Messi abriu o placar, Deroy Duarte empatou, Lisandro Martínez recolocou a Argentina na frente na prorrogação e Sidny Lopes Cabral voltou a empatar, até que um gol contra de Diney fechou o 3 a 2. Contra o Egito, em Atlanta, a Argentina perdia por 2 a 0 até os 79 minutos, com gols de Yasser Ibrahim e Mostafa Ziko; Cristian Romero, Messi e Enzo Fernández, aos 90, viraram para 3 a 2.
Nas quartas, em Kansas City, Alexis Mac Allister marcou aos dez minutos, Dan Ndoye empatou para a Suíça aos 67 e a prorrogação decidiu: Julián Álvarez aos 112 e Lautaro Martínez aos 120, para o 3 a 1. Na semifinal, em Atlanta, Anthony Gordon colocou a Inglaterra na frente aos 55 minutos e a Argentina virou de novo no fim — Enzo Fernández aos 85, Lautaro aos 90 — para vencer por 2 a 1.
Antes do torneio, a dúvida era se um núcleo veterano aguentaria uma quinta fase de mata-mata. A Argentina chegou à final com duas prorrogações e duas viradas no fim nas pernas: passou em todos os testes, menos no último.
A final
Era só o segundo encontro entre Espanha e Argentina em Copas; o primeiro, em 1966, terminou 2 a 1 para a Argentina. Em 19 de julho, em Nova Jersey, os 90 minutos terminaram 0 a 0. Ferran Torres marcou aos 106 minutos e a Espanha — que sofreu um único gol em todo o torneio — segurou o 1 a 0. Foi a única derrota da Argentina na Copa e deu à Espanha o seu segundo título, dezesseis anos depois do primeiro.
Messi em números
- 8 gols na Copa de 2026, atrás apenas dos 10 de Kylian Mbappé
- 21 gols em Copas, cinco a mais que o antigo recorde de 16 de Miroslav Klose — embora Mbappé (22) tenha superado os dois no mesmo torneio
- 34 jogos de Copa em seis edições (2006–2026), o recorde absoluto
- Ao redor dele: Lautaro Martínez marcou 3 e Enzo Fernández 2
O que vem agora
A Argentina já tem vaga na Copa de 2030 como uma das três sedes sul-americanas do centenário. Vai disputar as Eliminatórias da CONMEBOL mesmo assim, mas sem vaga em jogo. Cada jogo, gol e escalação de 2026 continua arquivado na página da Argentina e no histórico Argentina x Espanha.